A Venezuela afirmou perante o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), em Haia, que não reconhece a jurisdição do tribunal para decidir sobre a disputa fronteiriça com a Guiana relativa à região do Esequibo. O representante venezuelano, Samuel Moncada, defendeu que Caracas sempre sustentou que questões de integridade territorial não podem ser submetidas a terceiros e pediu que o diferendo seja resolvido ao abrigo do Acordo de Genebra de 1966, considerado por Venezuela como o único quadro jurídico vinculativo. O TIJ procura esclarecer a validade da sentença arbitral de 3 de outubro de 1899, que fixou a fronteira entre a então Guiana Britânica e a Venezuela e que Caracas declarou nula em 1962, citando alegadas irregularidades. A ação foi apresentada pela Guiana em março de 2018 para que o tribunal confirme a validade e o caráter definitivo dessa sentença. A área em disputa, Esequibo, tem cerca de 160 mil quilómetros quadrados e constitui o núcleo do litígio entre os dois países. Apesar de rejeitar a legitimidade do tribunal, Caracas participou das audições para expor a sua posição.