Relatos de sobreviventes, imagens satélite e vídeos divulgados por combatentes documentam ataques massivos contra civis em Al-Fashir, na região de Darfur, durante a ofensiva da milícia Forças de Apoio Rápido (RSF) em outubro de 2025. O investigador-chefe da ONU, Mohamed Chande Othman, concluiu que as atrocidades apresentam características de genocídio e apresentou um relatório ao Conselho de Direitos Humanos e ao Tribunal Penal Internacional. Testemunhos recolhidos em campos de deslocados descrevem massacres, valas comuns, violação em massa de mulheres e idosos e bloqueios que provocaram fome e impediram o acesso humanitário. Análises forenses por equipas internacionais, incluindo investigadores da Yale, apontam para centenas de montes de cadáveres e uma estimativa de dezenas de milhares de mortos ou desaparecidos. Organizações humanitárias pedem investigações independentes e acesso imediato às populações deslocadas; muitos sobreviventes fugiram para países vizinhos, como o Uganda.