A comunidade cabo-verdiana residente em São Tomé e Príncipe apelou a maior inclusão no processo político de Cabo Verde, no contexto das eleições legislativas de 17 de maio, e ao reforço dos mecanismos de ligação entre os dois países. Representantes da diáspora denunciaram dificuldades no acesso à informação, no recenseamento eleitoral e na mobilidade para se deslocarem às mesas de voto. Cerca de três mil cabo-verdianos e descendentes vivem no arquipélago, segundo associações locais. Várias vozes — entre elas Natália Neves Semedo Pereira Lopes e Lourença Sanches — defendem que um voo direto reduziria custos e tempos de viagem, facilitando visitas familiares, tratamentos médicos, estudos e comércio, e poderia impulsionar trocas económicas e culturais. O presidente da Associação Djunta Mó recordou que os chefes de Estado reconheceram a falta de ligações aéreas como um dos principais constrangimentos bilaterais. As associações também apontam para projetos de criação de um centro cultural e iniciativas educativas para a diáspora.