O ministro do Turismo e Transportes, José Luís Sá Nogueira, considerou hoje irrealista a proposta de reduzir passagens aéreas interilhas para 5.000 escudos e viagens marítimas para 500 escudos sem um pesado apoio do Estado. Em entrevista à Rádio Voz do Atlântico, o governante explicou que os custos operacionais das companhias — incluindo leasing de aeronaves, combustível, manutenção, taxas aeroportuárias e formação — tornam incompatíveis tarifas tão baixas sem subsidiação significativa. Sá Nogueira estimou que o leasing de uma aeronave pode custar entre 130 mil e 200 mil dólares por mês e apontou que o ponto de equilíbrio de um ATR 72-600 exige tarifas médias entre 5.500 e 8.000 escudos por passageiro. O ministro alertou ainda que subsidiar 3.000 escudos por passageiro para cerca de 420 mil viajantes implicaria um encargo anual na ordem dos 13 milhões de euros, lembrando medidas já adotadas, como a redução de 40% para São Nicolau, Maio e Brava, cujo subsídio anual é estimado em 1,3 milhões de euros.