A cimeira entre os presidentes dos Estados Unidos e da China deverá incidir sobretudo sobre comércio, rivalidade tecnológica e questões geopolíticas. Washington procura acordos que favoreçam sectores como a aeronáutica, energia e agricultura e propõe a criação de um comité bilateral para facilitar trocas em áreas não sensíveis, enquanto empresas norte-americanas alertam para o risco de as questões estruturais — como o acesso ao mercado chinês e a protecção dos investimentos — ficarem para segundo plano. A manutenção da trégua tarifária está em cima da mesa, mas o Governo norte‑americano continua a considerar tarifas contra práticas que considera desleais e a conduzir novas investigações que poderão originar medidas adicionais. O domínio chinês na produção de terras raras e a competição tecnológica são pontos sensíveis, essenciais para cadeias de valor desde a eletrónica de consumo aos sistemas militares. Taiwan volta a ser um foco das conversações, com declarações recentes sobre responsabilidades de defesa a levantar dúvidas sobre o compromisso de Washington. A guerra no Médio Oriente e o Irão servem de pano de fundo e Washington espera que Pequim exerça influência diplomática sobre Teerão.

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