Com as legislativas marcadas para 17 de maio, Cabo Verde vive um momento político decisivo em que se confrontam sinais de desgaste do atual ciclo de governação do Movimento para a Democracia (MPD) e a apresentação do PAICV como alternativa. Fontes editoriais e análises apontam para uma perceção generalizada de ‘‘década perdida’’, marcada por quebras no poder de compra, custo de vida elevado, desemprego jovem e assimetrias territoriais. O PAICV, sob nova liderança, procura capitalizar esse descontentamento, enquanto o MPD é confrontado com críticas sobre promessas não cumpridas e ausência de legados estruturais. A campanha tem também chamado à responsabilidade cívica dos eleitores, que são instados a ponderar propostas e históricos de governação antes de votar. Algumas vozes editoriais destacam episódios simbólicos que, dizem, ilustram falhas de serviço público. As próximas semanas serão determinantes para aferir se o desejo de mudança se traduzirá em maioria parlamentar ou se a governação atual consegue renovar a confiança dos eleitores.