A crónica defende que a economia agrícola das ilhas passa por revelar a água e valorizar produtos locais através de inovação e tecnologia. Propõem-se soluções que reduzem drasticamente o consumo hídrico — como hidroponia e aquaponia, que segundo a fonte gastam 90% menos água — e a captura de neblina com redes em serras e montes para regar sem bombagem. O texto aponta ainda para a microindustrialização e transformação local (ex.: secagem solar de frutos e produção de óleos essenciais) como forma de extrair valor dos produtos do “terroir” — vinho do Fogo, café do Mosteiros, queijo da Boavista — e não competir em quantidade com grandes monoculturas. Há ênfase na digitalização da agricultura: kits de rega inteligente com sensores, controlo de humidade por telemóvel, e na criação de serviços ligados ao agro‑turismo e a uma bolsa de sementes adaptadas ao clima árido.