A campanha eleitoral na cidade da Praia traz de volta promessas recorrentes — emprego para os jovens, melhoria da saúde, mais segurança e transportes dignos — que se repetem de cinco em cinco anos. Moradores relatam visitas, comícios e pequenas intervenções visíveis, como pavimentação de ruas ou colocação de postes, mas criticam a falta de continuidade depois das eleições. Entre os jovens nota‑se vontade de participar, mas também crescente ceticismo: muitos exigem coerência entre discurso e prática e procuram respostas duradouras, não ações pontuais. Apesar do desencanto, o voto continua a ser valorizado por muitos como forma de participação, incluindo o recurso ao voto nulo ou em branco como mensagem. A campanha reacende a pergunta central sobre se as promessas serão traduzidas em políticas concretas ou se permanecerão respostas temporárias a necessidades antigas.

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